Receitas recentes
Manteiga Ghee! (faça em casa, é fácil!)
Comments (3) | quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
| Resultado final |
Delicatessen Jazz! Pode clicar, o som é maravilhoso! Tive a honra de assistir um show deles no Festival de Blues e Jazz de Garanhuns e... sensacional! Manda muito. Uma aula de musicalidade. Inclusive, todo ano durante o carnaval acontece esse festival, pra quem quer algo mais tranquilo nessa época, com preços bacanas, boa música, taí um excelente local. Enquanto ouvia esse maravilhoso som, Ghee!
| Preparando pra iniciar o processo |
Mas... o que é Ghee? É a manteiga sem sal 'purificada', sem a água e os elementos sólidos. Toxinas da gordura do leite e lactose são completamente removidos (se feita corretamente).
É um processo fácil. O problema é que passei em uns 5 mercadinhos/hipers e não encontrei a marca que eu sempre compro. Tive que comprar outra, uma francesa lá (joguei fora a embalagem sem tirar uma foto, é... fazer o quê...). Tome cuidado na hora de comprar a manteiga: tem que ser em barra ($), sem sal e fique atento aos ingredientes, resumindo, se tiver uma porrada de ingredientes, tá errado, tem química. Gosto da Aviação.
Como eu tinha comprado uma manteiga diferente (menor e mais cara), precisei comprar 3 pra dar exatamente a mesma quantidade de 2 barras da Aviação, procurei uma panela que não fosse muito grande, pois, se precisasse escumar algo, a escumadeira não arrasta no fundo da panela (é no fundo da panela que fica a lactose, não pode raspar). Após isso, separei a peneira de aço inox (prefiro usar inox nesse procedimento porque a manteiga quente pode prejudicar a peneira plástico), a assadeira e o vinagre.
| No fogo (note algumas partes brancas ainda em cima) |
Peguei a assadeira, pus água até a metade, coloquei vinagre na água (pra evitar que fique preta - descobri errando, ou seja, assadeira toda preta e o susto!), Coloquei a panela na assadeira, coloquei as barras dentro (cortei pra facilitar), liguei em fogo médio e deixei a manteiga derreter no banho-maria (no fogão mesmo, não no forno... rs). Quando derreteu e a água da assadeira estava fervendo, contei 20 a 30 minutos.
Detalhe: em algumas marcas, uma parte da espuma (impurezas) sobe e outra mais sólida (a lactose) desce, em outras a espuma desce com a lactose, enfim, na Aviação uma parte sobe e tem que escumar, tenha paciência, escume sem mexer muito a manteiga, com cuidado, pois pode misturar a lactose que fica no fundo com a manteiga de novo. Com a que comprei dessa vez já foi diferente, a espuma desceu junto (foto) com a lactose, não precisei escumar quase nada (foi até melhor, mas não compensa em relação a grana). Achei tão estranho que até deixei mais um tempo.
| Espuma + Lactose |
Peguei a panela com muito cuidado, coloquei a peneira no recipiente de vidro e comecei a virar bem devagar (cuidado pra não cair lactose!). Como essa espuma era bem espessa (a da Aviação nem tanto), a peneira acabou segurando um pouquinho da lactose que ia caindo no recipiente de vidro.
| Sempre deixo uma parte fora da geladeira pra passar no pão, tapioca, etc... (essa aí já tinha uns 6 dias fora) |
Finalizando isso, deixe esfriar um pouco e coloque na geladeira. Eu coloco duas gotas de aroma de manteiga, mas não precisa. No final das contas, o que você compraria por 30 a 40 reais, pode fazer em casa por 14 reais (ou até menos) e dura bastante. Acho bem melhor.
No caso desse processo caseiro da fabricação da Ghee, as pessoas que tem algum problema com lactose precisam tomar cuidado, pois pode ficar traços de lactose na manteiga. Se você tem uma restrição de 100% lactose ou se mesmo pouca lactose provoca algum mal, cuidado. Todos os locais que li (e não foram poucos), esse processo "tira toda a lactose", mas, mesmo assim eu teria cuidado.
Receita:
Manteiga em barra - sem sal (compro 2 barras, pode fazer com uma, só cuidado com o tamanho da panela)
Paciência
Um livro ou música (pra esperar os 20 a 30 minutos)
| Resultado final |
Read More......
Mingau de Aveia com Leite de Castanha do Pará (aprenda a fazer o leite também, super fácil!)
Comments (0) | terça-feira, 24 de novembro de 2015
| Daí pra barriga!! :D |
Hidratando!
|
| Água filtrada + castanhas hidratadas |
África! Foi esse o som, pode clicar! A raiz de tanta coisa que ouvimos, sentimos, fazemos. Samba, Choro, Blues, Jazz, entre tantos outros estilos. Não só na música, mas também nas religiões, costumes, palavras, culinária, enfim... Os africanos merecem no mínimo respeito por tanta coisa boa que eles espalharam (e espalham) pelo mundo! O preconceito é tão grande que até eu me senti acuado, deixei o som baixinho, mas antes de terminar a primeira música pensei: nada disso, som alto! Na porta da minha cozinha tem uma janela pra correr o vento e eu senti um pouco do preconceito que tantos amigos e irmãos sentem, impressionante os olhares, as caras, etc...
| Pronto pra coar! |
Bom, mingau, enquanto ouvia minha música agora com o som alto, fui retirar as castanhas de molho e fazer o leite. Deixei-as de molho na água filtrada por 6 a 8 horas, joguei a água que estava de molho fora, pus um litro de água no liquidificador, pus as castanhas (algumas vão boiar, sem problema!) e deixei batendo lá. Quando mais bate, melhor! Após isso, coloquei o "voal" (clique) em uma panela, despejei o leite e fui coando com cuidado (ver foto no post do estrogonofe), tem uma hora que ficará no pano apenas uma massa, pouca coisa, Leite pronto, vai pra geladeira. Detalhe: pra deixar o leite mais grosso ou coloca mais castanha ou diminui a quantidade de água.
| Leite pronto! |
Lembro que uma pessoa de muita intimidade entrou em casa, eu estava ouvindo a música e falou: "Oxe... tá doido é?". Confesso que por dentro me senti um pouco ofendido, e respondi sorrindo: "Ah... tá com vergonha é?". Replicou: "Os vizinhos vão achar que estamos doidos...". Respondi:
"Eles estão tendo a honra de ter contato com a raiz de muita coisa que eles comem, ouvem, falam, etc...". Assim, o semblante de espanto dessa pessoa foi trocado por um sorriso sincero. Fiquei feliz nesse momento, acho que plantei uma semente...
Peguei a panela pra fazer o mingau, coloquei o leite, a aveia, cacau, adoçante culinário (usei o Tal e Qual), preferi deixar o fogo bem baixo porque a fome era tanta que fiquei com medo de arriscar e queimar. De qualquer forma, mexe sempre no centro, depois dá uma volta no canto da panela, ao redor dela, se fizer um som tipo "sshhhh" (pedindo silêncio, por exemplo), pode estar pegando no fundo, então sempre mexa assim e tome cuidado. Como pus fogo bem baixo, demorou um pouco mais pra ficar pronto, mas ficou. A consistência ficou maravilhosa, não deixe engrossar muito na panela porque quando vai ao prato e esfria ele endurece ainda mais.
| Antes de ligar o fogo!! |
Uma vez um professor de culinária falou algo interessante, algo como: "Cozinhar é ver, é sentir, é provar e é ouvir também, os alimentos conversam com você, respeite-os e ouça o que eles tem a dizer". Falei isso porque lembrei do "Shhhh...". E é a mais pura verdade!!
Pus o mingau no prato (hmmm!), coloquei canela em cima (coloquei um pouco de Whey em cima também), quase esqueço da foto... a única coisa que mudaria (já ajeitei na receita abaixo) é colocar um pouco de adoçante a mais (não fiz com açúcar, preferi não arriscar medida, caso alguém faça com açúcar e fique bom, me avise a medida pr'eu acrescentar aqui!!). Mas mesmo assim achei uma delícia! Tão bom que no outro dia fiz de novo...
Receita do leite de castanha do pará:
Uma xícara de castanha (ainda não hidratada)
1 litro de água filtrada (uso água filtrada pra não precisar ferver o leite pra tomar)
Receita do mingau:
2 xícaras de leite de castanha do pará.
3 colheres de sopa de aveia (fiz com a de flocos)
1 colher de chá de cacau em pó
1 colher de sobremesa rasa de adoçante culinário
Canela pra polvilhar (pode usar também chia, linhaça, qualquer tipo de farinha pra polvilhar, fica a seu gosto!)
Read More......
Falafel: Delicioso e fácil de fazer!
Comments (0) | quarta-feira, 18 de novembro de 2015
| Assim ficou o Falafel! |
| Hidratando! |
Hoje, 15.11, nada mais justo que chamá-la pra fazer o
Falafel juntos! E assim foi, dessa vez sem um fundo musical, mas ao lado tive uma
maravilhosa companhia!
Bom, voltando pro dia 14.11, era pra gente ter colocado o Grão
de Bico pra hidratar por 8h~10h antes de dormir, mas esquecemos, então o que
seria um almoço, virou um jantar, ela colocou o grão pra hidratar 8h da manhã
(eu estava correndo na Volta de Aracaju), é bom botar bastante água, pois à
medida que ele vai inchando e “sugando” a água, ela vai descendo o nível e pode ficar sem
água pra hidratar. Com o buraco no dia, aproveitamos para cumprir algumas
obrigações que ficaram pendentes da semana.
| No processo de triturar o grão- trabalho retado |
Quando deu 17:30h, começamos finalmente a fazer, confesso
(hehehe) que senti falta de uma musiquinha, até pensei em colocar, preferi não.
Começamos a cortar as coisas, pra facilitar bater os ingredientes, cortamos tudo o
menor possível, cebola, alho, coentro, cebolinha. Esprememos o limão, separamos
o azeite. Cuidado na hora de medir o coentro e cebolinha, quando mais picadinho
ficar, mais coentro cabe na xícara, ou seja, melhor deixar pra picar esses dois
após medir!!
Como não tenho processador (por enquanto, espero!), batemos
no liquidificador mesmo. Trabalho danado. Pra não sobrecarregar o coitado,
colocamos metade do grão de bico, metade do sal e batemos, tivemos que balançar
o liquidificador bastante (o coração de minha mãe deve ter apertado várias
vezes, hehehe) porque sempre ficavam grãos inteiros, mas é melhor assim porque
se colocarmos água ou qualquer líquido, ele não forma uma massa na consistência
que dê pra modelar os bolinhos à mão. Pode até colocar e depois adicionar farinha
pra engrossar, mas aí já ficaria mais “gordo” o bolo e o gosto mudaria. Sem
farinha é melhor.
| Ficou nessa consistência a massa batida (a colher está de lado) |
| Prontos pra ir ao forno! |
Após bater o grão + sal, colocamos a metade do resto dos
ingredientes, batemos, reservamos e fomos fazer o mesmo com a outra metade. Uma
pasta grossa se formou, untamos com azeite uma forma de pizza e, após isso,
com o forno pré-aquecendo, enrolamos um bolinho e deixamos lá um tempo pra ver
se ele se desmanchava (caso isso ocorresse tinha que bater tudo com um pouco de
farinha de trigo integral). Como ele se manteve intacto, começamos a enrolar.
Enquanto um enrolava, o outro lavava os pratos e assim trocamos as funções.
Com tudo enrolado, hora de ir ao forno, mas... e agora? Além
do gás aqui ter mudado e eu não tenho referência ainda do tempo dele, não tínhamos ideia de
quanto tempo ficava no forno, nem os graus, nem nada. Bom, teve que ser no "olhômetro".
Colocamos em forno médio (180~220 graus) e deixamos uns 30 minutos, pouco sinal
de mudança, então resolvemos deixar mais uns 20 minutos, já vimos que ele
endureceu, viramos o lado dos bolinhos com cuidado e aumentamos o forno um
pouco pra ele dourar, finalmente eles douraram, certo que na ponta deles ficou
um ponto mais escuro, mas nenhum deles queimou muito ou passou do ponto de uma forma
que alterasse o sabor.
| Esquentando... e observando! |
A fome era enorme! Corre pra comer! Como eu não sinto
segurança pra comer apenas grão de bico, amendoim e etc e suprir as
necessidades do corpo de proteínas/aminoácidos, etc., eu peguei um pouco de
frango desfiado pra acompanhar. Começamos e comer e... nossa, delicioso!! Um
pouco apimentado (só tinha cominho e pimenta juntos, acabei botando a mais) e o
gosto do coentro/cebolinha ficaram levemente desequilibrados (é só atentar pra
não picar muito esses dois pra não assentar mais na medida da xícara), mas
mesmo assim estava uma delícia! Surpreendente!
Essa descoberta de sabores feito
com as próprias mãos é magnífica. Em termos de sabor, nem precisava do frango,
apenas o Falafel estava perfeito, apesar dela ter comentado algo que fazia
sentido “Só faltou um vinagrete!”. Verdade, acho que um vinagrete ia ser muito
bom. Da próxima vez penso melhor nos acompanhamentos!
Quem comeu, aprovou! Quando eu tiver um processador com certeza farei o
dobro dessa receita.
Receita:
1 xícara de grão de bico (ainda sem hidratar)
1 colher de chá de sal marinho
1 a 2 dentes de alho (depende do quanto você gosta de alho - pra mim 2 ficou bom)
2/3 cebola picada
1 colher de sobremesa de cominho
1/2 xícara de coentro
1/2 xícara de cebolinha (cortadas em rodelas)
1/3 colher de chá de pimenta-do-reino (acho que duas pitadas)
1 colher de sopa de suco de limão
4 colheres de sopa de azeite
Read More......
Pão integral!
Comments (0) | segunda-feira, 26 de outubro de 2015
| Esse foi o resultado! |
Pra relaxar, banda Gráda (clica no link!)! Música Celta é uma das minhas maiores influências. Acalma, fico em paz, admiro o pensamento das religiões celta, mesmo não seguindo nenhuma dessas religiões (celta), o respeito e intimidade que eles têm com a natureza me atraem. Sempre que toco por aí procuro incluir algo de música irlandesa, em breve lançarei meu CD de divulgação de trabalho e com certeza terá algo desse estilo!
Comecei, claro, separando os ingredientes do pão, primeiro
uma bacia, uma colher de plástico grande, coloquei a farinha de trigo integral,
o fermento biológico e a água morna aos poucos, enquanto mexia (cuidado, morna
tipo ‘’bebê”),misturei bem tudo e reservei por uns 10 minutos (cubra a bacia
com um pano seco e deixe dentro do forno desligado).
Nesses 10 minutos, fui separar o resto dos ingredientes, o
sal, o óleo de coco (pode ser outro na mesma quantidade), as farinhas de chia,
de linhaça e de trigo. Fui também aproveitar para untar as formas com óleo e
farinha (qualquer). Hoje senti falta de uma coisa, uma companhia, alguém pra
filmar alguns processos, ficaria muito melhor do que apenas fotos e palavras. Detalhe: ia untar uma das formas com farinha de amendoim, mas quando pus no liquidificador, passei do ponto um pouco e ficou meio ''papa'', fiz um creme pra usar em outras coisas... hehehe.
Fui acrescentando na bacia: o sal, o óleo, a chia e a linhaça,
misturei, a farinha de trigo
(peneirando - acrescenta e mexe, acrescenta e mexe...), após colocar tudo e misturar bem, pus a
massa na mesa e fui sovar (clica no link) por uns 10 minutos. Nessa hora,
cuidado para não deixar a massa grudar muito na mesa, infelizmente a minha não
é muito boa pra fazer isso, mas é o que tenho por enquanto; sempre que
precisar, acrescente um pouco de farinha de trigo na mesa e espalhe (cuidado
pra não colocar muita farinha), vá sovando a massa (queria ter
gravado um pequeno vídeo, mas consegui um link bacana).
Muita coisa aprendi com uma grande amiga, Angélica (junto com
Rapha, donos de uma excelente empresa de design, a Ideart, fez a maior parte
dos meus cartazes, banner, cartão de visita, etc), ela disse que pode sovar e ''bater'' a massa, do jeito que ensinou ficou maravilhoso, já no curso, a professora
ensinou que algumas não precisa ‘’bater’’, testei das duas formas e deram
certo!
Após sovar, dividi a massa na metade, coloquei nas formas,
coloquei gergelim em cima, polvilhei um pouco de farinha de trigo integral (pra
quando for colocar o pano em cima, não grudar) e coloquei no forno desligado e
coberto por um pano seco (pra evitar criar uma casca em cima do pão). Antes de
colocar o pão no forno, ligue o forno por uns 10 segundos e desligue, isso
ajuda a crescer a massa. Deixe descansar por, no mínimo, 1 hora, dessa vez
deixei 1:20h.
| Antes de crescer |
Nesse tempo de descanso, fui... lavar os pratos, passar pano no chão, enfim, limpar a cozinha, acabei rapidinho. Peguei a gaita, levei pra cozinha e fiquei tocando, acompanhando o CD de Gráda. Eita coisa boa!
| Esperando crescer. |
| Nesse ângulo da pra ver que o pão não ficou tão pequeno! |
RECEITA (para um pão)
2 xícaras de farinha de trigo integral
1 xícara de farinha de trigo
1,5 colher de chá de fermento biológico seco
1 + 1\4 de xícara de água morna
1\2 colher de chá de sal marinho
2,5 colheres de sopa de óleo de coco (40ml)
1 colher de sopa de farinha de chia
1 colher de sopa de farinha de linhaça
Read More......
Estrogonofe de caju com creme de castanha de caju e amendoim (parte 2)
Comments (0) | segunda-feira, 19 de outubro de 2015
Estrogonofe de Caju com creme de castanha de caju e amendoim
(parte 2)
(parte 2)
| Esse foi o resultado! (acompanhamento: arroz integral) |
Após colocar os tomates secos no forno (parte 1), fui organizar todos os ingredientes do estrogonofe. Cortei os tomates “concassé” (sem pele, sem semente, em cubos pequenos) e de um tomate eu fiz um polpa (liquidifica), cortei as cebolas, alho, piquei a salsinha e champignon em fatias.
Nesse momento lembro muito bem que começou a tocar a música
“Sonhos Lúcidos” (pode clicar!) da banda Pitanga em pé de amora, ou seja, pausa para ouvir,
uma música bela dessa não tem como continuar cortando, eu podia até me cortar.
Voltei ao rango, após
cortar tudo, preparei o molho de tomate (fiz de cabeça, mas tem uma receita que já fiz em outra ocasião lá no final) e os cremes de castanha de caju e
amendoim. Pro molho refoguei alho, cebola, depois acrescentei a polpa de tomate
e 3 tomates concassé, mexe as vezes, quando ficou na consistência que queria, ajustei
sal, pus o manjericão (o próximo será do meu pé de manjericão!), mexi um pouco e desliguei logo depois. Reservei.
Pros cremes, hidratei separadamente as castanhas e os
amendoins em água filtrada por 4 horas, pus as castanhas no liquidificador com
a água e o azeite, bati e fui colocando água até ficar na consistência que eu
queria, pro de amendoim, como era um teste não tinha receita, fui no olho e cometi o erro de não medir o
que pus, mais um aprendizado pras próximas receitas que for testar, prometo
medir e colocar aqui futuramente. Pode deixar os amendoins inteiros (acho até que fica melhor...). Reservei.
Esse Estrogonofe eu aprendi numa oficina de culinária vegana com o Chef André Vieland, um excelente Chef (e músico!).
Mudei algumas coisas, temperos e acrescentei o amendoim na receita.
Pra fazer esse prato eu tive que enfrentar uma saga, “a saga do caju”, como não estava na época,
rodei bastante pra achá-los, fui ao mercado municipal, não encontrei(!), onde
tinha alguma banca que vendesse frutas eu parava pra perguntar e nada. Já estava
até ficando sem esperança, mas felizmente encontrei na feira aqui do lado de
casa (hehehe).
| Caju em cubos! |
Dica: coloque uma vasilha embaixo do pano pra aproveitar o suco
do caju, experimente um pouco antes de colocar açúcar, pra mim não precisou de
mais nada.
Dica: comprei o tecido no Armarinho mundial (centro de
Aracaju) e pedi pra uma costureira aqui perto colocar um elástico, ficou um
pouco grande, mas serviu muito bem!).
| Espremendo o caju! |
| Na frigideira, só falta colocar o creme aí! |
Coloquei tudo no prato, tentei fazer alguma coisa bacana com
a mostarda, não deu muito certo (confira na foto no início), mas comprei umas bobinas
daquelas que coloca ketchup pra fazer um molho de vinho tinto e decorar melhor
esses pratos, hehehe... enfim comer!
| Fim! Só partir pro abraço! |
RECEITA MOLHO DE TOMATE
(lembre-se que as medidas são uma sugestão, depende do gosto de cada um)
Azeite/Óleo/Óleo de coco - 20ml
Cebola - 25g
Alho - 1/2 dente
Polpa ("purê") de tomate - 60g
Tomatei concassé - 350g
Manjericão - a gosto
Sal - a gosto
Pimenta moída - a gosto
RECEITA CREME DE CASTANHA
2 xícaras de castanha de caju sem sal
3 colheres de óleo
1 xícara de água (vai acrescentando até o ponto de creme)
RECEITA ESTROGONOFE DE CAJU
10 cajus
1 cebola picada
2 dentes de alho
4 tomates picados
1 xícara de molho de tomate
2 colheres de molho de mostarda
2 copos de creme de castanha de caju
salsinha picada a gosto (ou qualquer outro tempero!)
1 xícara de champignon em fatias
sal e pimenta a gosto (não esqueça!! Rs...)
Qualquer dúvida ou sugestão:
andrade.cortes@gmail.com
Read More......
Tomate Seco! (parte 1)
Comments (11) | quarta-feira, 14 de outubro de 2015
| E esse foi o resultado! |
Pitanga em pé de amora! Sim, pode clicar, é uma banda e foi justamente a trilha sonora desse sábado irado. Essa banda, pra mim, está em primeiro lugar da ‘’nova música brasileira”. Eles misturam todo tipo de ritmo de forma fantástica! Com muito cuidado e com a perfeição de quem faz realmente o que ama! Imagine agora que com um som desse, o dia não tinha como sair ruim, né?
Nesse dia fiz 2 rangos e, pra facilitar, decidi dividir em
partes: tomate seco – parte 1 e Estrogonofe de caju com creme de castanha do
caju e amendoim – parte 2.
| 3,5kg de tomates |
| Antes de ir ao forno! |
O bom de escrever é que ajuda a repensar nos erros,
catalogar e, acima de tudo, ouvir dicas de várias pessoas bacanas, dicas tanto
de culinária, como dicas de formatação, melhoria técnica do blog.
Nesse momento fui fazer o estrogonofe de caju com creme de castanha de caju e amendoim – parte 2 – em breve.
Duas horas depois, chegou a hora de virá-los de barriga pra cima, pus uma parte do azeite no liquidificador, piquei o alho e um pouco de tomilho, bati tudo. Reguei todos os tomates com esse azeite, depois pus uma pitada de alecrim (bato o alecrim no processador\liquidificador e já guardo ele picado) e orégano em cada um deles, pronto.
| De barriga pra cima! |
Bom, os tomates passaram mais 2 horas no forno e eu tinha
uma pilha de pratos pra lavar (do estrogonofe principalmente), ou seja, não tem pressa,
fui lavando.. lavando... esperei ainda um tempo. Não é um processo difícil, é
um processo demorado, ou seja, quando for fazer tomate seco, procure ter tempo
livre e outras coisas pra fazer, porque serão 4 a 5 horas de boas.
Quando fui tirar, os de trás do forno queimaram um pouco,
perdi 2 tomates e meio, tirei a parte queimada de alguns e pronto, tomates
prontos, peguei uma vasilha de vidro com tampa (ajuda a conservar), coloquei os
tomates e pus azeite extra virgem até cobri-los.
No outro dia, vi que os tomates estavam com o gosto muito
mais apurado, bem mais saboroso, também pude notar que o azeite endureceu um
pouco, logo que vi, pensei: eita, estragou? Mas não, lembrei que na geladeira o
azeite às vezes endurece um pouco.
| Resultado final |
RECEITA:
Tomate (maduro) - 4kg
Alho - 4 ou 5 dentes - (não gosto de muito alho, mas isso é a gosto)
Orégano - a gosto
Alecrim - a gosto (não aconselho colocar muito, alecrim é forte)
Sal (explicado no texto)
Açúcar (explicado no texto)
Azeite de Oliva Extra virgem - 500ml (ou o suficiente para cobrir os tomates na vasilha de vidro)
Read More......
Fazendo Acarajé e Vatapá!
Comments (4) | sexta-feira, 9 de outubro de 2015
![]() |
| Esse foi o resultado final. Estava uma delícia! |
Acordei ouvindo blues. Podem
procurar “Buddy Guy – Five Long Years”, é de matar! Blues é uma das minhas
principais escolas na profissão que escolhi. Após reenergizar com esse
belíssimo som, lá fui eu começar a preparar o Acarajé. Mesma sensação do Frango
Desossado (post anterior): “e agora?”, é a pergunta que me acompanha no início
de alguns rangos que nunca fiz.
Comecei cortando pro vatapá as
cebolas, tomates, pimentão, etc., como não me organizei direito, o início foi
meio bagunçado e isso atrapalhou um pouco, mas aí decidi organizar melhor: faz
o leite de coco (coco ralado no mercado – fresquinho!), bate no liquidificador
o leite com as castanhas e o amendoim, apesar de, depois de bater tudo, pensei:
poderia ter deixado uma parte do amendoim pra deixar o vatapá com algo
crocante, fica pra próxima.
Dei uma pausa no vatapá e fui
fazer a massa do acarajé. E agora? Eu não tinha nem o modo de preparo do
vatapá, nem o modo de preparo da massa, teve que ser no tato mesmo. Dividi a
massa em 3 partes para bater no processador, primeiro a cebola, depois sal e
feijão fradinho já hidratado (dica: comprei já descascado e quebrado no
mercado) após deixar de molho por 12h. Me bati pra achar o ponto, a primeira
parte ficou bacana, a segunda fui inventar de fazer de uma forma diferente,
ficou aguada, ai compensei com a terceira parte mais consistente e tudo ficou
beleza.
![]() |
| Uma das três parte do acarajé. |
Uma história intrigante. Quando
fui comprar as castanhas e amendoim no empório do mercado municipal,
conversando com o vendedor, disse que era pro acarajé e pus a sacola do feijão
descascado e quebrado no balcão dele, daí ele pergunta: “Oxe? E onde você
descascou isso??” Respondi prontamente: “Vende ali naquela barraca já
descascado”. O homem fez uma cara de surpresa e disse: “a minha vida toda
descasquei e no meu local de trabalho vende... vou rodar mais esse mercado,
trabalho aqui há anos”. Vá entender...
Massa pronta, deixei repousar por
uns 10 minutos, foi o tempo de ajeitar o vatapá. Enquanto ia refogando os
ingredientes do vatapá no dendê, comecei a bater a massa do acarajé com uma
colher de pau grande (bater a massa, não mexer!). Haja braço, agora está
explicado porquê quem vende acarajé tem tanta força.
| Batendo o acarajé. |
Nesse momento o vatapá já estava
quase pronto, aí o dilema: “quanto de gengibre colocar?”. Resolvi colocar uma
colher de café rasa de gengibre em pó (esse bicho também é forte!), ficou bom,
apesar de achar que pegaria mais. Na hora de engrossar o vatapá, eu acabei
exagerando na farinha de trigo e ficou muito grosso, coloquei um pouco mais de
leite de coco e um pouquinho mais de dendê. Taí dois erros a não cometer: o
leite de coco a mais deixou o vatapá um pouco doce, apesar d’eu ter gostado, e
o dendê ficou levemente exagerado, por sorte, quando o vatapá ficou descansando
enquanto fritava os acarajés, o dendê foi decantando e deu pra tirar o excesso,
maravilha!
| Vatapá! Isso estava bom, viu...? |
Na hora de fritar os acarajés,
“onde fritar?”, porque as panelas que tinha ou eram muito grandes (talvez tenha
comprado pouco dendê) e o acarajé não boiava, ou eram muito pequenas e poderia
bater no canto. Tive que fritar de um em um no cuscuzeiro (foram 16... =X ) os
primeiros saíram bons, outros viravam pastéis esquisitos, não bolinhos,
imaginei que se parasse de bater poderia perder a consistência e,
coincidentemente ou não, melhorou a consistência dos bolinhos quando eu voltei
a bater a massa. De 16, um queimou de
leve, é, está bom!
| Fritando no cuscuzeiro, fazer o quê... |
Tudo pronto...!
Não, esqueci o vinagrete, mas
isso foi rapidamente resolvido.
O resto foi só alegria!!!!!
Não, tinha uma pilha de panelas e
coisas pra lavar.
Agora sim, alegria!!
É... misturado com cansaço... mas
valeu a pena, demais!
E.. cadê o camarão? Rs...
Tenho alergia a camarão, por isso
a proteína que acompanhou o acarajé (além das castanhas e amendoins) foi frango
desfiado. Primeira vez que como acarajé e vatapá. Como minha alergia é muito
forte, nunca arrisquei comer por aí mesmo pedindo pra não colocar camarão, pois
pode ter contaminação cruzada, aí já era. Com certeza farei outras vezes com os
ajustes necessários pra sair melhor!!
A lição que aprendi com o frango
desossado foi: paciência!! No acarajé foi posto em prática! Por outro lado, as
lições que foram aprendidas hoje: organização e planejamento sobre como
proceder o acarajé e o vatapá, isso facilitaria bastante se eu tivesse seguido
à risca o que aprendi no curso de Auxiliar de Cozinha e no de Cozinheiro
atualmente.
ACARAJÉ
400g de feijão fradinho descascado
2 cebolas médias
Água (se precisar/pouca)
Para fritar – 1,5 ~ 2 litros de azeite de dendê (e uma cebola pequena inteira para não queimar)
Sal a gosto (lembre de provar pra ajustar o sal)
2 cebolas médias
Água (se precisar/pouca)
Para fritar – 1,5 ~ 2 litros de azeite de dendê (e uma cebola pequena inteira para não queimar)
Sal a gosto (lembre de provar pra ajustar o sal)
VATAPÁ
Proteína: Frango, peixe, camarão, cogumelos (para receita vegana) – (pus 90g de frango desfiado pra mim)
500ml de leite de coco (de preferência natural – 2 cocos grandes mais ou menos)
60g amendoim torrado e sem pele
80g de castanha de caju torrada
150g de cebola
60g~80g de farinha de trigo
Uma colher de chá rasa de Gengibre em pó
Quanto baste de Azeite de Dendê
50g Pimentão (pus pouco mesmo)
2 tomates médios
Sal a gosto (lembre de provar pra ajustar o sal)
Proteína: Frango, peixe, camarão, cogumelos (para receita vegana) – (pus 90g de frango desfiado pra mim)
500ml de leite de coco (de preferência natural – 2 cocos grandes mais ou menos)
60g amendoim torrado e sem pele
80g de castanha de caju torrada
150g de cebola
60g~80g de farinha de trigo
Uma colher de chá rasa de Gengibre em pó
Quanto baste de Azeite de Dendê
50g Pimentão (pus pouco mesmo)
2 tomates médios
Sal a gosto (lembre de provar pra ajustar o sal)
Read More......
Tecnologia do Blogger.



