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Receitas recentes

Manteiga Ghee! (faça em casa, é fácil!)

Comments (3) | quarta-feira, 2 de dezembro de 2015


Resultado final

Delicatessen Jazz! Pode clicar, o som é maravilhoso! Tive a honra de assistir um show deles no Festival de Blues e Jazz de Garanhuns e... sensacional! Manda muito. Uma aula de musicalidade. Inclusive, todo ano durante o carnaval acontece esse festival, pra quem quer algo mais tranquilo nessa época, com preços bacanas, boa música, taí um excelente local. Enquanto ouvia esse maravilhoso som, Ghee!

Preparando pra iniciar o processo
Mas... o que é Ghee? É a manteiga sem sal 'purificada', sem a água e os elementos sólidos. Toxinas da gordura do leite e lactose são completamente removidos (se feita corretamente).

É um processo fácil. O problema é que passei em uns 5 mercadinhos/hipers e não encontrei a marca que eu sempre compro. Tive que comprar outra, uma francesa lá (joguei fora a embalagem sem tirar uma foto, é... fazer o quê...). Tome cuidado na hora de comprar a manteiga: tem que ser em barra ($), sem sal e fique atento aos ingredientes, resumindo, se tiver uma porrada de ingredientes, tá errado, tem química. Gosto da Aviação.

Como eu tinha comprado uma manteiga diferente (menor e mais cara), precisei comprar 3 pra dar exatamente a mesma quantidade de 2 barras da Aviação, procurei uma panela que não fosse muito grande, pois, se precisasse escumar algo, a escumadeira não arrasta no fundo da panela (é no fundo da panela que fica a lactose, não pode raspar). Após isso, separei a peneira de aço inox (prefiro usar inox nesse procedimento porque a manteiga quente pode prejudicar a peneira plástico), a assadeira e o vinagre.
No fogo (note algumas partes brancas ainda em cima)

Peguei a assadeira, pus água até a metade, coloquei vinagre na água (pra evitar que fique preta - descobri errando, ou seja, assadeira toda preta e o susto!), Coloquei a panela na assadeira, coloquei as barras dentro (cortei pra facilitar), liguei em fogo médio e deixei a manteiga derreter no banho-maria (no fogão mesmo, não no forno... rs). Quando derreteu e a água da assadeira estava fervendo, contei 20 a 30 minutos.

Detalhe: em algumas marcas, uma parte da espuma (impurezas) sobe e outra mais sólida (a lactose) desce, em outras a espuma desce com a lactose, enfim, na Aviação uma parte sobe e tem que escumar, tenha paciência, escume sem mexer muito a manteiga, com cuidado, pois pode misturar a lactose que fica no fundo com a manteiga de novo. Com a que comprei dessa vez já foi diferente, a espuma desceu junto (foto) com a lactose, não precisei escumar quase nada (foi até melhor, mas não compensa em relação a grana). Achei tão estranho que até deixei mais um tempo.

Espuma + Lactose
Peguei a panela com muito cuidado, coloquei a peneira no recipiente de vidro e comecei a virar bem devagar (cuidado pra não cair lactose!). Como essa espuma era bem espessa (a da Aviação nem tanto), a peneira acabou segurando um pouquinho da lactose que ia caindo no recipiente de vidro.

Sempre deixo uma parte fora da geladeira
pra passar no pão, tapioca, etc...
(essa aí já tinha uns 6 dias fora)
Finalizando isso, deixe esfriar um pouco e coloque na geladeira. Eu coloco duas gotas de aroma de manteiga, mas não precisa. No final das contas, o que você compraria por 30 a 40 reais, pode fazer em casa por 14 reais (ou até menos) e dura bastante. Acho bem melhor.

No caso desse processo caseiro da fabricação da Ghee, as pessoas que tem algum problema com lactose precisam tomar cuidado, pois pode ficar traços de lactose na manteiga. Se você tem uma restrição de 100% lactose ou se mesmo pouca lactose provoca algum mal, cuidado. Todos os locais que li (e não foram poucos), esse processo "tira toda a lactose", mas, mesmo assim eu teria cuidado.


Receita:

Manteiga em barra - sem sal (compro 2 barras, pode fazer com uma, só cuidado com o tamanho da panela)
Paciência
Um livro ou música (pra esperar os 20 a 30 minutos)



Resultado final


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Mingau de Aveia com Leite de Castanha do Pará (aprenda a fazer o leite também, super fácil!)

Comments (0) | terça-feira, 24 de novembro de 2015

Daí pra barriga!! :D

                       Hidratando!
Água filtrada + castanhas hidratadas
África! Foi esse o som, pode clicar! A raiz de tanta coisa que ouvimos, sentimos, fazemos. Samba, Choro, Blues, Jazz, entre tantos outros estilos. Não só na música, mas também nas religiões, costumes, palavras, culinária, enfim... Os africanos merecem no mínimo respeito por tanta coisa boa que eles espalharam (e espalham) pelo mundo! O preconceito é tão grande que até eu me senti acuado, deixei o som baixinho, mas antes de terminar a primeira música pensei: nada disso, som alto! Na porta da minha cozinha tem uma janela pra correr o vento e eu senti um pouco do preconceito que tantos amigos e irmãos sentem, impressionante os olhares, as caras, etc...

Pronto pra coar!
Bom, mingau, enquanto ouvia minha música agora com o som alto, fui retirar as castanhas de molho e fazer o leite. Deixei-as de molho na água filtrada por 6 a 8 horas, joguei a água que estava de molho fora, pus um litro de água no liquidificador, pus as castanhas (algumas vão boiar, sem problema!) e deixei batendo lá. Quando mais bate, melhor! Após isso, coloquei o "voal" (clique) em uma panela, despejei o leite e fui coando com cuidado (ver foto no post do estrogonofe), tem uma hora que ficará no pano apenas uma massa, pouca coisa, Leite pronto, vai pra geladeira. Detalhe: pra deixar o leite mais grosso ou coloca mais castanha ou diminui a quantidade de água.

Leite pronto!
Lembro que uma pessoa de muita intimidade entrou em casa, eu estava ouvindo a música e falou: "Oxe... tá doido é?". Confesso que por dentro me senti um pouco ofendido, e respondi sorrindo: "Ah... tá com vergonha é?". Replicou: "Os vizinhos vão achar que estamos doidos...". Respondi:
"Eles estão tendo a honra de ter contato com a raiz de muita coisa que eles comem, ouvem, falam, etc...". Assim, o semblante de espanto dessa pessoa foi trocado por um sorriso sincero. Fiquei feliz nesse momento, acho que plantei uma semente...

Peguei a panela pra fazer o mingau, coloquei o leite, a aveia, cacau, adoçante culinário (usei o Tal e Qual), preferi deixar o fogo bem baixo porque a fome era tanta que fiquei com medo de arriscar e queimar. De qualquer forma, mexe sempre no centro, depois dá uma volta no canto da panela, ao redor dela, se fizer um som tipo "sshhhh" (pedindo silêncio, por exemplo), pode estar pegando no fundo, então sempre mexa assim e tome cuidado. Como pus fogo bem baixo, demorou um pouco mais pra ficar pronto, mas ficou. A consistência ficou maravilhosa, não deixe engrossar muito na panela porque quando vai ao prato e esfria ele endurece ainda mais.

Antes de ligar o fogo!!
Uma vez um professor de culinária falou algo interessante, algo como: "Cozinhar é ver, é sentir, é provar e é ouvir também, os alimentos conversam com você, respeite-os e ouça o que eles tem a dizer". Falei isso porque lembrei do "Shhhh...". E é a mais pura verdade!!

Pus o mingau no prato (hmmm!), coloquei canela em cima (coloquei um pouco de Whey em cima também), quase esqueço da foto... a única coisa que mudaria (já ajeitei na receita abaixo) é colocar um pouco de adoçante a mais (não fiz com açúcar, preferi não arriscar medida, caso alguém faça com açúcar e fique bom, me avise a medida pr'eu acrescentar aqui!!). Mas mesmo assim achei uma delícia! Tão bom que no outro dia fiz de novo...


Receita do leite de castanha do pará:

Uma xícara de castanha (ainda não hidratada)
1 litro de água filtrada (uso água filtrada pra não precisar ferver o leite pra tomar)


Receita do mingau:

2 xícaras de leite de castanha do pará.
3 colheres de sopa de aveia (fiz com a de flocos)
1 colher de chá de cacau em pó
1 colher de sobremesa rasa de adoçante culinário 
Canela pra polvilhar (pode usar também chia, linhaça, qualquer tipo de farinha pra polvilhar, fica a seu gosto!)


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Falafel: Delicioso e fácil de fazer!

Comments (0) | quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Assim ficou o Falafel!
Falafel. Um salgadinho delicioso oriundo do Oriente Médio, feito de Grão de Bico. Comi pela primeira vez em uma viagem ao Vale do Capão – Chapada Diamantina-BA, um lugar maravilhoso, onde a paz, trilhas e cachoeiras belíssimas são a tônica do local, vale a pena visitar! Passei um ano pra voltar ao Capão e, claro, Falafel novamente, na verdade eu nem lembrava que tinha comido, uma amiga quem pediu, aí lembrei, e, como ela mesmo falou: "Ficou a indagação no ar: do que é feito esse bolinho? Beleza, descobrimos os ingredientes, mas não vamos nos dar por satisfeitos: é preciso fazer!".

Hidratando!
Hoje, 15.11, nada mais justo que chamá-la pra fazer o Falafel juntos! E assim foi, dessa vez sem um fundo musical, mas ao lado tive uma maravilhosa companhia!

Bom, voltando pro dia 14.11, era pra gente ter colocado o Grão de Bico pra hidratar por 8h~10h antes de dormir, mas esquecemos, então o que seria um almoço, virou um jantar, ela colocou o grão pra hidratar 8h da manhã (eu estava correndo na Volta de Aracaju), é bom botar bastante água, pois à medida que ele vai inchando e “sugando” a água, ela vai descendo o nível e pode ficar sem água pra hidratar. Com o buraco no dia, aproveitamos para cumprir algumas obrigações que ficaram pendentes da semana.

No processo de triturar o grão- trabalho retado
Quando deu 17:30h, começamos finalmente a fazer, confesso (hehehe) que senti falta de uma musiquinha, até pensei em colocar, preferi não. Começamos a cortar as coisas, pra facilitar bater os ingredientes, cortamos tudo o menor possível, cebola, alho, coentro, cebolinha. Esprememos o limão, separamos o azeite. Cuidado na hora de medir o coentro e cebolinha, quando mais picadinho ficar, mais coentro cabe na xícara, ou seja, melhor deixar pra picar esses dois após medir!!

Como não tenho processador (por enquanto, espero!), batemos no liquidificador mesmo. Trabalho danado. Pra não sobrecarregar o coitado, colocamos metade do grão de bico, metade do sal e batemos, tivemos que balançar o liquidificador bastante (o coração de minha mãe deve ter apertado várias vezes, hehehe) porque sempre ficavam grãos inteiros, mas é melhor assim porque se colocarmos água ou qualquer líquido, ele não forma uma massa na consistência que dê pra modelar os bolinhos à mão. Pode até colocar e depois adicionar farinha pra engrossar, mas aí já ficaria mais “gordo” o bolo e o gosto mudaria. Sem farinha é melhor.
Ficou nessa consistência a massa batida (a colher está de lado)

Prontos pra ir ao forno!
Após bater o grão + sal, colocamos a metade do resto dos ingredientes, batemos, reservamos e fomos fazer o mesmo com a outra metade. Uma pasta grossa se formou, untamos com azeite uma forma de pizza e, após isso, com o forno pré-aquecendo, enrolamos um bolinho e deixamos lá um tempo pra ver se ele se desmanchava (caso isso ocorresse tinha que bater tudo com um pouco de farinha de trigo integral). Como ele se manteve intacto, começamos a enrolar. Enquanto um enrolava, o outro lavava os pratos e assim trocamos as funções.

Com tudo enrolado, hora de ir ao forno, mas... e agora? Além do gás aqui ter mudado e eu não tenho referência ainda do tempo dele, não tínhamos ideia de quanto tempo ficava no forno, nem os graus, nem nada. Bom, teve que ser no "olhômetro". Colocamos em forno médio (180~220 graus) e deixamos uns 30 minutos, pouco sinal de mudança, então resolvemos deixar mais uns 20 minutos, já vimos que ele endureceu, viramos o lado dos bolinhos com cuidado e aumentamos o forno um pouco pra ele dourar, finalmente eles douraram, certo que na ponta deles ficou um ponto mais escuro, mas nenhum deles queimou muito ou passou do ponto de uma forma que alterasse o sabor.

Esquentando... e observando!
A fome era enorme! Corre pra comer! Como eu não sinto segurança pra comer apenas grão de bico, amendoim e etc e suprir as necessidades do corpo de proteínas/aminoácidos, etc., eu peguei um pouco de frango desfiado pra acompanhar. Começamos e comer e... nossa, delicioso!! Um pouco apimentado (só tinha cominho e pimenta juntos, acabei botando a mais) e o gosto do coentro/cebolinha ficaram levemente desequilibrados (é só atentar pra não picar muito esses dois pra não assentar mais na medida da xícara), mas mesmo assim estava uma delícia! Surpreendente! 

Essa descoberta de sabores feito com as próprias mãos é magnífica. Em termos de sabor, nem precisava do frango, apenas o Falafel estava perfeito, apesar dela  ter comentado algo que fazia sentido “Só faltou um vinagrete!”. Verdade, acho que um vinagrete ia ser muito bom. Da próxima vez penso melhor nos acompanhamentos! 

Quem comeu, aprovou! Quando eu tiver um processador com certeza farei o dobro dessa receita.

Receita:

1 xícara de grão de bico (ainda sem hidratar)
1 colher de chá de sal marinho
1 a 2 dentes de alho (depende do quanto você gosta de alho - pra mim 2 ficou bom)
2/3 cebola picada
1 colher de sobremesa de cominho
1/2 xícara de coentro
1/2 xícara de cebolinha (cortadas em rodelas)
1/3 colher de chá de pimenta-do-reino (acho que duas pitadas)
1 colher de sopa de suco de limão
4 colheres de sopa de azeite


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Pão integral!

Comments (0) | segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Esse foi o resultado!

 Pra relaxar, banda Gráda (clica no link!)! Música Celta é uma das minhas maiores influências. Acalma, fico em paz, admiro o pensamento das religiões celta, mesmo não seguindo nenhuma dessas religiões (celta), o respeito e intimidade que eles têm com a natureza me atraem. Sempre que toco por aí procuro incluir algo de música irlandesa, em breve lançarei meu CD de divulgação de trabalho e com certeza terá algo desse estilo!
Farinha de trigo integral, fermento e água.

Comecei, claro, separando os ingredientes do pão, primeiro uma bacia, uma colher de plástico grande, coloquei a farinha de trigo integral, o fermento biológico e a água morna aos poucos, enquanto mexia (cuidado, morna tipo ‘’bebê”),misturei bem tudo e reservei por uns 10 minutos (cubra a bacia com um pano seco e deixe dentro do forno desligado).

Nesses 10 minutos, fui separar o resto dos ingredientes, o sal, o óleo de coco (pode ser outro na mesma quantidade), as farinhas de chia, de linhaça e de trigo. Fui também aproveitar para untar as formas com óleo e farinha (qualquer). Hoje senti falta de uma coisa, uma companhia, alguém pra filmar alguns processos, ficaria muito melhor do que apenas fotos e palavras. Detalhe: ia untar uma das formas com farinha de amendoim, mas quando pus no liquidificador, passei do ponto um pouco e ficou meio ''papa'', fiz um creme pra usar em outras coisas... hehehe.
Antes de sovar

Fui acrescentando na bacia: o sal, o óleo, a chia e a linhaça, misturei, a farinha de trigo (peneirando - acrescenta e mexe, acrescenta e mexe...), após colocar tudo e misturar bem, pus a massa na mesa e fui sovar (clica no link) por uns 10 minutos. Nessa hora, cuidado para não deixar a massa grudar muito na mesa, infelizmente a minha não é muito boa pra fazer isso, mas é o que tenho por enquanto; sempre que precisar, acrescente um pouco de farinha de trigo na mesa e espalhe (cuidado pra não colocar muita farinha), vá sovando a massa (queria ter gravado um pequeno vídeo, mas consegui um link bacana).
Depois de sovar

Muita coisa aprendi com uma grande amiga, Angélica (junto com Rapha, donos de uma excelente empresa de design, a Ideart, fez a maior parte dos meus cartazes, banner, cartão de visita, etc), ela disse que pode sovar e ''bater'' a massa, do jeito que ensinou ficou maravilhoso, já no curso, a professora ensinou que algumas não precisa ‘’bater’’, testei das duas formas e deram certo!

Após sovar, dividi a massa na metade, coloquei nas formas, coloquei gergelim em cima, polvilhei um pouco de farinha de trigo integral (pra quando for colocar o pano em cima, não grudar) e coloquei no forno desligado e coberto por um pano seco (pra evitar criar uma casca em cima do pão). Antes de colocar o pão no forno, ligue o forno por uns 10 segundos e desligue, isso ajuda a crescer a massa. Deixe descansar por, no mínimo, 1 hora, dessa vez deixei 1:20h.

Antes de crescer

Nesse tempo de descanso, fui... lavar os pratos, passar pano no chão, enfim, limpar a cozinha, acabei rapidinho. Peguei a gaita, levei pra cozinha e fiquei tocando, acompanhando o CD de Gráda. Eita coisa boa!

Esperando crescer.
Pão sempre foi minha perdição, eu não tinha 130kg's à toa (perdi sem cirurgia - em breve um post só pra isso), eram quilos de pães, pizzas (em breve no blog) e etc, mas a questão é - também - qual pão você come e se faz algum exercício físico diariamente. Atualmente o pão que eu como é esse, o que eu faço, depois de comprar muito por aí, quando vou ver os ingredientes, além da química, a quantidade de farinha de trigo é sempre maior que a integral, então resolvi pesquisar e fazer o meu próprio pão. Faço dois por vez, corto um na metade, congelo as duas metades e vou descongelando à medida que vai acabando.

Nesse ângulo da pra ver que o pão não ficou tão pequeno!
Depois de ter passado esse tempo todo, retirei o pano com cuidado e pus pra assar por 30 minutos a 180~220 graus em média. No meio do caminho vi que o forno tinha desligado, não sabia quanto tempo tinha assado, então tive que ligar de novo e ir no “olhômetro” e “palitômetro”, hehehe. Enfim, só felicidade, após isso, tirei o pão do forno (com cuidado!), esperei um pouco, desinformei, almocei e.. praia!! Tomar um banho de mar pra renovar as energias.






RECEITA (para um pão)

2 xícaras de farinha de trigo integral
1 xícara de farinha de trigo
1,5 colher de chá de fermento biológico seco
1 + 1\4 de xícara de água morna
1\2 colher de chá de sal marinho
2,5 colheres de sopa de óleo de coco (40ml)
1 colher de sopa de farinha de chia
1 colher de sopa de farinha de linhaça




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Estrogonofe de caju com creme de castanha de caju e amendoim (parte 2)

Comments (0) | segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Estrogonofe de Caju com creme de castanha de caju e amendoim
(parte 2)

Esse foi o resultado! (acompanhamento: arroz integral)

Após colocar os tomates secos no forno (parte 1), fui organizar todos os ingredientes do estrogonofe. Cortei os tomates “concassé” (sem pele, sem semente, em cubos pequenos) e de um tomate eu fiz um polpa (liquidifica), cortei as cebolas, alho, piquei a salsinha e champignon em fatias.

Nesse momento lembro muito bem que começou a tocar a música “Sonhos Lúcidos” (pode clicar!) da banda Pitanga em pé de amora, ou seja, pausa para ouvir, uma música bela dessa não tem como continuar cortando, eu podia até me cortar.

 Voltei ao rango, após cortar tudo, preparei o molho de tomate (fiz de cabeça, mas tem uma receita que já fiz em outra ocasião lá no final) e os cremes de castanha de caju e amendoim. Pro molho refoguei alho, cebola, depois acrescentei a polpa de tomate e 3 tomates concassé, mexe as vezes, quando ficou na consistência que queria, ajustei sal, pus o manjericão (o próximo será do meu pé de manjericão!), mexi um pouco e desliguei logo depois. Reservei.
Creme de Castanha de Caju!!! (delícia!)

Pros cremes, hidratei separadamente as castanhas e os amendoins em água filtrada por 4 horas, pus as castanhas no liquidificador com a água e o azeite, bati e fui colocando água até ficar na consistência que eu queria, pro de amendoim, como era um teste não tinha receita,  fui no olho e cometi o erro de não medir o que pus, mais um aprendizado pras próximas receitas que for testar, prometo medir e colocar aqui futuramente. Pode deixar os amendoins inteiros (acho até que fica melhor...). Reservei.

Esse Estrogonofe eu aprendi numa oficina de culinária vegana com o Chef  André Vieland, um excelente Chef (e músico!). Mudei algumas coisas, temperos e acrescentei o amendoim na receita. Pra fazer esse prato eu tive que enfrentar uma saga, “a saga do caju”, como não estava na época, rodei bastante pra achá-los, fui ao mercado municipal, não encontrei(!), onde tinha alguma banca que vendesse frutas eu parava pra perguntar e nada. Já estava até ficando sem esperança, mas felizmente encontrei na feira aqui do lado de casa (hehehe).

Caju em cubos!
Preparei o caju pro estrogonofe enquanto fazia o molho de tomate, após lavar, cortei-os em cubos pequenos, coloquei no “voil”  e fui espremendo até tirar o líquido todo (esse tecido é resistente, pus bastante força e ele não rasgou!).

Dica: coloque uma vasilha embaixo do pano pra aproveitar o suco do caju, experimente um pouco antes de colocar açúcar, pra mim não precisou de mais nada.

Dica: comprei o tecido no Armarinho mundial (centro de Aracaju) e pedi pra uma costureira aqui perto colocar um elástico, ficou um pouco grande, mas serviu muito bem!).

Espremendo o caju!
Até aí tinha corrido tudo bem (o tomate seco - post anterior - estava lá no forno, sempre dando aquela olhadinha), com tudo pronto, hora de juntar as coisas. Comecei refogando o alho (passei um pouco do ponto, mas não queimei), depois cebola, champignon, tomate e molho de tomate, coloca o caju  espremido (separa os cubos!), salteia, mostarda, espera ferver e bota o creme de castanha de caju e um pouco do de amendoim (ou o amendoim inteiro), preferi deixar o gosto predominante da castanha e do amendoim no fundo, como tinha feito os cremes com água filtrada e azeite extra virgem, não precisou esperar ferver muito. (Lembre-se sempre de mexer)

Na frigideira, só falta colocar o creme aí!
Pensei que tudo ia correr sem nenhum problema dessa vez, ledo engano, esqueci o arroz integral, a sorte é que eu já tenho congelado os saquinhos, tirei 2 do congelador, coloquei no micro-ondas e pronto, uma pena também tenha esquecido de fazer batatas salteé, ia ficar show! (sugestão do Chef André). Fica pra próxima.

Coloquei tudo no prato, tentei fazer alguma coisa bacana com a mostarda, não deu muito certo (confira na foto no início), mas comprei umas bobinas daquelas que coloca ketchup pra fazer um molho de vinho tinto e decorar melhor esses pratos, hehehe... enfim comer!


Fim! Só partir pro abraço!
Na hora que fui comer o estrogonofe, horrível! É... esqueci o sal, estava muito doce, estranho demais, após ajustar o sal, ficou maravilhoso, apesar de grosso, era até fácil de resolver, mas aí comi assim mesmo por causa da fome. Detalhe: o resto eu deixei na geladeira, no outro dia levei pra casa de praia de meus tios e requentei, aí fiz do jeito certo, menos grosso (consequentemente menos concentrado o gosto da castanha e amendoim, ou seja, tudo mais balanceado) e com o sal no ponto ... divino! Realmente muito bom! Dei pra algumas pessoas experimentarem e elas adoraram! Ufa... fiquei com um pequeno medo de ter dado errado, mas foram apenas detalhes ajustáveis.

RECEITA MOLHO DE TOMATE
(lembre-se que as medidas são uma sugestão, depende do gosto de cada um)

Azeite/Óleo/Óleo de coco - 20ml
Cebola - 25g
Alho - 1/2 dente
Polpa ("purê") de tomate - 60g
Tomatei concassé - 350g
Manjericão - a gosto
Sal - a gosto
Pimenta moída - a gosto

RECEITA CREME DE CASTANHA

2 xícaras de castanha de caju sem sal
3 colheres de óleo
1 xícara de água (vai acrescentando até o ponto de creme)

RECEITA ESTROGONOFE DE CAJU

10 cajus
1 cebola picada
2 dentes de alho
4 tomates picados
1 xícara de molho de tomate
2 colheres de molho de mostarda
2 copos de creme de castanha de caju
salsinha picada a gosto (ou qualquer outro tempero!)
1 xícara de champignon em fatias
sal e pimenta a gosto (não esqueça!! Rs...)



Qualquer dúvida ou sugestão:
andrade.cortes@gmail.com



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Tomate Seco! (parte 1)

Comments (11) | quarta-feira, 14 de outubro de 2015

E esse foi o resultado!

Pitanga em pé de amora! Sim, pode clicar,  é uma banda e foi justamente a trilha sonora desse sábado irado. Essa banda, pra mim, está em primeiro lugar da ‘’nova música brasileira”. Eles misturam todo tipo de ritmo de forma fantástica! Com muito cuidado e com a perfeição de quem faz realmente o que ama! Imagine agora que com um som desse, o dia não tinha como sair ruim, né?

Nesse dia fiz 2 rangos e, pra facilitar, decidi dividir em partes: tomate seco – parte 1 e Estrogonofe de caju com creme de castanha do caju e amendoim – parte 2.

3,5kg de tomates
Entre Tomate seco e Estrogonofe, preferi começar pelo tomate seco, imagina só pouco mais de 3kg de tomates pra lavar, tirar o pedúnculo (aquela parte branca), cortar ao meio (vertical com o tomate em pé), tirar as sementes, polvilhar uma parte de sal para 2 de açúcar mascavo (sugiro que pegue um recipiente separado, para cada colher de sal, 2 colheres de açúcar, misture bem), ajeitar todos os tomates de barriga pra baixo nas assadeiras e colocar no forno em fogo baixo por 2h mais ou menos (fique sempre de olho!). Fiquei em dúvida se colocava o azeite agora ou não, mas tinha tanta água no tomate que preferi esperar desidratar um pouco pra depois colocar.

Antes de ir ao forno!
Não demorou muito pra cortar e tratar tudo, achei que eu ia demorar bem mais. A sensação dessa vez não foi de ‘’e agora?”, pois eu tinha estudado antes as duas receitas pra não cometer o mesmo erro do Acarajé (post anterior).

O bom de escrever é que ajuda a repensar nos erros, catalogar e, acima de tudo, ouvir dicas de várias pessoas bacanas, dicas tanto de culinária, como dicas de formatação, melhoria técnica do blog.



Nesse momento fui fazer o estrogonofe de caju com creme de castanha de caju e amendoim – parte 2 – em breve.


Duas horas depois, chegou a hora de virá-los de barriga pra cima, pus uma parte do azeite no liquidificador, piquei o alho e um pouco de tomilho, bati tudo. Reguei todos os tomates com esse azeite, depois pus uma pitada de alecrim (bato o alecrim no processador\liquidificador e já guardo ele picado) e orégano em cada um deles, pronto.

De barriga pra cima!
Dica: antes de virá-los tem um detalhe, nesse momento ou lave as assadeiras e enxugue bem, ou pegue outra assadeira e transfira com cuidado.

Bom, os tomates passaram mais 2 horas no forno e eu tinha uma pilha de pratos pra lavar (do estrogonofe principalmente), ou seja, não tem pressa, fui lavando.. lavando... esperei ainda um tempo. Não é um processo difícil, é um processo demorado, ou seja, quando for fazer tomate seco, procure ter tempo livre e outras coisas pra fazer, porque serão 4 a 5 horas de boas.

Quando fui tirar, os de trás do forno queimaram um pouco, perdi 2 tomates e meio, tirei a parte queimada de alguns e pronto, tomates prontos, peguei uma vasilha de vidro com tampa (ajuda a conservar), coloquei os tomates e pus azeite extra virgem até cobri-los.

No outro dia, vi que os tomates estavam com o gosto muito mais apurado, bem mais saboroso, também pude notar que o azeite endureceu um pouco, logo que vi, pensei: eita, estragou? Mas não, lembrei que na geladeira o azeite às vezes endurece um pouco.

Resultado final
Algumas pessoas experimentaram e foi 100% aprovado, maravilha! Agora é curtir, porque está tão bom que já já acaba, já pus na tapioca com frango desfiado, com batata doce e carne moída, no pão integral... uma maravilha! Já quero fazer de novo e nem acabou ainda...


RECEITA:

Tomate (maduro) - 4kg
Alho - 4 ou 5 dentes - (não gosto de muito alho, mas isso é a gosto)
Orégano - a gosto
Alecrim - a gosto (não aconselho colocar muito, alecrim é forte)
Sal (explicado no texto)
Açúcar  (explicado no texto)
Azeite de Oliva Extra virgem - 500ml (ou o suficiente para cobrir os tomates na vasilha de vidro)


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Fazendo Acarajé e Vatapá!

Comments (4) | sexta-feira, 9 de outubro de 2015


Esse foi o resultado final. Estava uma delícia!
Acordei ouvindo blues. Podem procurar “Buddy Guy – Five Long Years”, é de matar! Blues é uma das minhas principais escolas na profissão que escolhi. Após reenergizar com esse belíssimo som, lá fui eu começar a preparar o Acarajé. Mesma sensação do Frango Desossado (post anterior): “e agora?”, é a pergunta que me acompanha no início de alguns rangos que nunca fiz.

Comecei cortando pro vatapá as cebolas, tomates, pimentão, etc., como não me organizei direito, o início foi meio bagunçado e isso atrapalhou um pouco, mas aí decidi organizar melhor: faz o leite de coco (coco ralado no mercado – fresquinho!), bate no liquidificador o leite com as castanhas e o amendoim, apesar de, depois de bater tudo, pensei: poderia ter deixado uma parte do amendoim pra deixar o vatapá com algo crocante, fica pra próxima.

Dei uma pausa no vatapá e fui fazer a massa do acarajé. E agora? Eu não tinha nem o modo de preparo do vatapá, nem o modo de preparo da massa, teve que ser no tato mesmo. Dividi a massa em 3 partes para bater no processador, primeiro a cebola, depois sal e feijão fradinho já hidratado (dica: comprei já descascado e quebrado no mercado) após deixar de molho por 12h. Me bati pra achar o ponto, a primeira parte ficou bacana, a segunda fui inventar de fazer de uma forma diferente, ficou aguada, ai compensei com a terceira parte mais consistente e tudo ficou beleza.

Uma das três parte do acarajé.
Uma história intrigante. Quando fui comprar as castanhas e amendoim no empório do mercado municipal, conversando com o vendedor, disse que era pro acarajé e pus a sacola do feijão descascado e quebrado no balcão dele, daí ele pergunta: “Oxe? E onde você descascou isso??” Respondi prontamente: “Vende ali naquela barraca já descascado”. O homem fez uma cara de surpresa e disse: “a minha vida toda descasquei e no meu local de trabalho vende... vou rodar mais esse mercado, trabalho aqui há anos”. Vá entender...  

Massa pronta, deixei repousar por uns 10 minutos, foi o tempo de ajeitar o vatapá. Enquanto ia refogando os ingredientes do vatapá no dendê, comecei a bater a massa do acarajé com uma colher de pau grande (bater a massa, não mexer!). Haja braço, agora está explicado porquê quem vende acarajé tem tanta força.

Batendo o acarajé.
Nesse momento o vatapá já estava quase pronto, aí o dilema: “quanto de gengibre colocar?”. Resolvi colocar uma colher de café rasa de gengibre em pó (esse bicho também é forte!), ficou bom, apesar de achar que pegaria mais. Na hora de engrossar o vatapá, eu acabei exagerando na farinha de trigo e ficou muito grosso, coloquei um pouco mais de leite de coco e um pouquinho mais de dendê. Taí dois erros a não cometer: o leite de coco a mais deixou o vatapá um pouco doce, apesar d’eu ter gostado, e o dendê ficou levemente exagerado, por sorte, quando o vatapá ficou descansando enquanto fritava os acarajés, o dendê foi decantando e deu pra tirar o excesso, maravilha!

Vatapá! Isso estava bom, viu...?
Na hora de fritar os acarajés, “onde fritar?”, porque as panelas que tinha ou eram muito grandes (talvez tenha comprado pouco dendê) e o acarajé não boiava, ou eram muito pequenas e poderia bater no canto. Tive que fritar de um em um no cuscuzeiro (foram 16... =X ) os primeiros saíram bons, outros viravam pastéis esquisitos, não bolinhos, imaginei que se parasse de bater poderia perder a consistência e, coincidentemente ou não, melhorou a consistência dos bolinhos quando eu voltei a bater a massa.  De 16, um queimou de leve, é, está bom!

Fritando no cuscuzeiro, fazer o quê...
Tudo pronto...!

Não, esqueci o vinagrete, mas isso foi rapidamente resolvido.
O resto foi só alegria!!!!!

Não, tinha uma pilha de panelas e coisas pra lavar.

Agora sim, alegria!!

É... misturado com cansaço... mas valeu a pena, demais!

E.. cadê o camarão? Rs...

Tenho alergia a camarão, por isso a proteína que acompanhou o acarajé (além das castanhas e amendoins) foi frango desfiado. Primeira vez que como acarajé e vatapá. Como minha alergia é muito forte, nunca arrisquei comer por aí mesmo pedindo pra não colocar camarão, pois pode ter contaminação cruzada, aí já era. Com certeza farei outras vezes com os ajustes necessários pra sair melhor!!

A lição que aprendi com o frango desossado foi: paciência!! No acarajé foi posto em prática! Por outro lado, as lições que foram aprendidas hoje: organização e planejamento sobre como proceder o acarajé e o vatapá, isso facilitaria bastante se eu tivesse seguido à risca o que aprendi no curso de Auxiliar de Cozinha e no de Cozinheiro atualmente.

ACARAJÉ
400g de feijão fradinho descascado
2 cebolas médias
Água (se precisar/pouca)
Para fritar – 1,5 ~ 2 litros de azeite de dendê (e uma cebola pequena inteira para não queimar)
Sal a gosto (lembre de provar pra ajustar o sal)

VATAPÁ
Proteína: Frango, peixe, camarão, cogumelos (para receita vegana) – (pus 90g de frango desfiado pra mim)
500ml de leite de coco (de preferência natural – 2 cocos grandes mais ou menos)
60g amendoim torrado e sem pele
80g de castanha de caju torrada
150g de cebola
60g~80g de farinha de trigo
Uma colher de chá rasa de Gengibre em pó
Quanto baste de Azeite de Dendê
50g Pimentão (pus pouco mesmo)
2 tomates médios
Sal a gosto (lembre de provar pra ajustar o sal)


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